Continuando no Globo de hoje, dois outros assuntos me chamaram a atencao. Talvez, porque ao menos em minha cabeça eles se completem. Sao a crítica do Jabor -cara que nao costumo admirar- e a entrevista com o Tas. O Jabor critica a internet muito contundentemente. Quem fica pelo twitter direto sabe o peso de“Comunicar o que? Ninguem tem nada a dizer”. O Tas cita a crise do politicamente correto, mal do mundo moderno, em que só há de se esperar corrijam a letra de“Atirei o pau no gato / mas o gato nao morreu” para “nao atire no gato / pois o gato é bonzinho”.
E essas duas coisas tem muito a ver com o post anterior. Ninguem tem nada a dizer pois todos devem seguir a linha reta do politicamente correto - em rede ou fora dela. É o que vemos na internet e na própria capa do Segundo Caderno em que o Jabor escreve: críticos de cinema que nao sabem criticar! Nao podem criticar! Nao devem!
Nao é a toa que o Jabor diz: “Olho as opinioes, as discussoes online e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasao dos lugares-comuns, dos uivos de mediocres ecoando asnices para ocultar sua solidao deprimente. / O que espanta é a velocidade da luz para a lentidao dos pensamentos, uma movimentaçao “em rede” para raciocinios lineares.”
Parte desses raciocínios tem causa no que Marcelo Tas aponta como a crise do politicamente correto, penso eu. Que improvável coincidencia aconteceu no jornal de hoje. Matérias tao complementares!
Por fim, Jabor arremata com o nome de “revoluçao dos idiotas on line” esse momento estapafúrdio que temos que aturar. Só diria ao Jabor que nao é apenas online, nao é apenas online…